
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Eu...

segunda-feira, 20 de julho de 2009
ESTE POEMA É PRA VOCÊ...
Que mesmo distante, toca minhas mãos e passeia comigoLUA...

domingo, 19 de julho de 2009




A TUA PAZ...

ISSO TALVEZ AINDA ESTEJA EM TUAS MÃOS...

De ti guardo Nuvens, quase sonhos. Cristal lapidado pelo Temporal, pelos beijos Perdidos pelo ar. E se amar é essa dor Cheia de delicadeza E esplendor, sinto e Sinto a espuma do Mar trazendo o passado Bordado de pérolas e Plumas. E se nasço, logo Depois morro.E se Aquieto, Depois corro E corro de mim e corro De ti e sofro como quem Sorri. Leve mistério de Meu coração. Segredos de uma vida, Chances de saída...porta Fechada, mulher nublada Diluindo em gotas, em Raios e trovoadas. Chuva fina confundindo Tudo...vidraça sem visão, Isso talvez seja o amor... Isso talvez ainda esteja em Tuas mãos...
Karla Bardanza
sábado, 18 de julho de 2009
SEM OLHAR PRA TRAZ...

A deriva... Na solidão...
Feito uma rosa negra sem amor e paixão...
Um dia falasse... Que me protegerias como uma flor delicada, que seria sempre amada...
Falsas palavras...
Vi-me trancada num quarto escuro, sozinha, triste, abandonada...
O desespero dentro de minha alma esperando o tempo passar e desta dor me livrar...
Fechada em meu mundo tirei forças lá do fundo...
Segurei-me na esperança...
Fiz das lembranças felizes, minha alma renascer...
Hoje me sinto livre...
Sigo meu caminho...
A procura de carinho...
Sem olhar pra traz...
IvySot
O AMOR BATE A PORTA!

(Desconheço Autor)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
IMPOSSÍVEL DEIXAR DE TE PROCURAR EM MIM...

ESCOLHA...

QUEM SOMOS NÓS?

Quem somos nós quando a dor rasga a alma? Somos calma fé ou doce desespero?Quem somos nós quando o medo bate à porta? Somos a mão armada ou o coração inteiro? Quem somos nós diante de uma injustiça? A indignação ativa ou a lucidez passiva? Quem somos nós perante uma humilhação? A vingança cega ou o paciente perdão? Quem somos nós diante dos desafios? A força violenta ou o manso frio? Quem somos nós diante de Deus? A luz apagada ou a centelha divina?Quem somos nós quando vimos um crime na esquina? A fuga rápida ou a testemunha consciente? Quem somos nós? O que queremos um do outro? O que precisamos realmente? Somos o que pensamos ser? Sabemos viver? Sabemos amar? Quem sou eu? Quem é você? Apenas o outro pode me dar a idéia do que sou. Apenas tentando mudar, foi que algo mudou. Se fizermos a diferença, a semente estará lançada e a vida seguirá seu eterno fluxo de luz e surpresa. Cada dia será como uma nova resposta delicada aos teus anseios e inquietações. Então, conheça a ti mesmo para encontrar a tua divindade. Afinal de contas, tu és a/o arquiteta/o do teu destino e de tua Felicidade.Karla Bardanza
quinta-feira, 16 de julho de 2009
MINHAS PALAVRAS...

**Não há limites para quem acredita em si mesmo e busca o seu sonho nas profundezas do impossível.**
**No amor, tudo é uma questão de flexibilidade e desejo.O resto é apenas o resto.**
**Dedicação e compromisso são palavras de ordem no coração de quem ama.**
**O maior infortúnio para um ser humano não é a pobreza, nem a cor de sua pele ou tampouco a sua orientação sexual.Mas, uma mente que não sabe voar e um coração que não consegue ver além.**
**O grande valor da vida está na poesia que tiramos dela diariamente.**
**Engolir sapos e matar leões faz da fauna particular de qualquer ser humano.**
**Nada como um bom beijo, um bom vinho e um banho quentinho para perfumar a alma**
**A felicidade é a melodia que apenas o coração pode escutar.**
**Toda mulher está em estado permanente de flor.**
**Meu sobrenome, não vendo, não empresto e não dou.É tudo de importante que meu pai me deixou.**
**Cada um é o seu próprio mito e invenção.**
DESTE PÔR DO SOL...

quarta-feira, 15 de julho de 2009
AS VOLTAS DO MUNDO E DO AMOR

A TRISTEZA PERMITIDA

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros
OBRIGADO POR INSISTIR...

Até o mais seguro dos homens e a mais confiante das mulheres já passaram por um momento de hesitação, por dúvidas enormes e dúvidas mirins, que talvez nem merecessem ser chamadas de dúvidas, de tão pequenas. Vacilos, seria melhor dizer. Devo ir a este jantar, mesmo sabendo que a dona da casa não me conhece bem? Será que tiro o dinheiro do banco e invisto nesta loucura? Devo mandar um e-mail pedindo desculpas pela minha negligência? Nesta hora, precisamos de um empurrãozinho. E é aos empurradores que dedico esta crônica, a todos aqueles que testemunham os titubeios alheios e dizem: vá em frente!
"Obrigada por insistir para que eu pintasse, que eu escrevesse, que eu atuasse, obrigada por perceber em mim um talento que minha autocrítica jamais permitiria que se desenvolvesse.”
“Obrigada por insistir para que eu fosse visitar meu pai no hospital, eu não me perdoaria se não o tivesse visto e falado com ele uma última vez, eu não teria ido se continuasse sendo regida apenas pela minha teimosia e orgulho.”
“Obrigada por insistir para que eu conhecesse Veneza, do contrário eu ficaria para sempre fugindo de lugares turísticos e me considerando muito esperta, e com isso teria deixado de conhecer a cidade mais surreal e encantadora que meus olhos já viram.”
“Obrigada por insistir para que eu fizesse o exame, para que eu não fosse covarde diante das minhas fragilidades, só assim pude descobrir o que trago no corpo para tratá-lo a tempo. Não fosse por você, eu teria deixado este caroço crescer no meu pescoço e me engolir com medo e tudo.”
“Obrigada por insistir para eu voltar pra você, para eu deixar de ser adolescente e aceitar uma vida a dois, uma família, uma serenidade que eu não suspeitava. Eu não sabia que amava tanto você e que havia lhe dado boas pistas sobre isso, como é que você soube antes de mim?”
“Obrigada por insistir para que eu deixasse você, para que eu fosse seguir minha vida, obrigada pela sua confiança de que seríamos melhores amigos do que amantes, eu estava presa a uma condição social que eu pensava que me favorecia, mas nada me favorece mais do que esta liberdade para a qual você, que me conhece melhor do que eu mesma, apresentou-me como saída.”
“Obrigada por insistir para que eu não fosse àquela festa, eu não teria agüentado ver os dois juntos, eu não teria aturado, eu não evitaria outro escândalo, obrigada por ficar segurando minha mão e ter trancado minha porta.”
“Obrigada por insistir para eu cortar o cabelo, obrigada por insistir para eu dançar com você, obrigada por insistir para eu voltar a estudar, obrigada por insistir para eu não tirar o bebê, obrigada por insistir para eu fazer aquele teste, obrigada por insistir para eu me tratar.”
Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo.
Martha Medeiros
A UM AUSENTE...

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 14 de julho de 2009
Shopping Center de Maridos

Havia um "Shopping Center de Maridos", onde as mulheres podiam escolher o seu marido entre várias opções de homens. O shopping tinha cinco andares, sendo que as qualidades dos homens cresciam nos andares mais altos. A única regra era que uma vez em um andar, não se poderia mais descer - deveria escolher um homem do andar, subir ao próximo ou ir embora. Uma dupla de amigas foi até o shopping.
PRIMEIRO ANDAR - Um aviso na porta dizia: "Os homens deste andar trabalham e gostam de crianças". Uma das amigas disse para a outra: "Bem, é melhor do que ser desempregado ou não gostar de crianças, mas como serão os homens do próximo andar?". Então elas subiram as escadas.
.SEGUNDO ANDAR - "Os homens deste andar trabalham, têm excelentes salários, gostam de crianças e são muito bonitos". "Viu só?" - diz uma delas - "Como serão então os homens do próximo andar?" Então elas subiram as escadas.
TERCEIRO ANDAR - "Os homens deste andar trabalham, têm excelentes salários, gostam de crianças, são muito bonitos e ajudam no serviço doméstico.
"NOSSA!" - diz a mulher - "Muito tentador, mas como serão os homens do próximo andar?" Então elas subiram as escadas.
QUARTO ANDAR - "Os homens deste andar trabalham, têm excelentes salários, gostam de crianças, são muito bonitos, ajudam no serviço doméstico e são ótimos amantes".
"Meu Deus...pense! O que será que nos aguarda no quinto
andar!!!" Então elas subiram até o quinto andar.
QUINTO ANDAR - A placa na porta do andar vazio dizia: "Esse andar serve somente para provar que é impossível satisfazer as mulheres. Por favor siga até a saída e tenha um bom dia".
(Autor Desconhecido)
A VOZ DO SILÊNCIO

Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações
em
que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.
Martha Medeiros
segunda-feira, 13 de julho de 2009
CORRENDO CONTRA O TEMPO...

O que sinto não é diferente do que as outras pessoas sentem. Todos buscamos algo em nossas vidas que nos complete, que nos faça sentir realizados, não é a toa que somos seres incompletos...
Estas buscas muitas vezes nos frustram nos deixam apreensivos, querendo correr contra o tempo, neste mundo louco onde temos que correr dia a dia para poder sobreviver.
Nesta jornada cansativa pela sobrevivência esquecemos do mais importante nossa paz interior, vivemos sob o comando das horas que estão ali para mostrar os horários de compromissos como: trabalho, escola, pagamento de contas... Vivemos mais preocupados em pagar contas do que qualquer outra coisa...
Cada pessoa tem seu momento no momento certo, eu parei respirei e olhei pra mim, pra dentro de mim e o que vi? Alguém perdida dentro de si, preocupada com coisas comuns que todas as pessoas também se preocupam e esqueci de me preocupar com o principal minha “Vida” minha “Paz”.
Vivemos num mundo onde a “Liberdade” é algo que meio obscuro, porque de certa forma somos escravos de dívidas e horas. Você passa a maior parte do seu tempo correndo, trabalhando para no final do mês pagar suas contas e sentir aquele alívio de ter feito nada mais que sua obrigação “Pagar” suas contas, nem teve tempo de pensar em “Paz” em “Liberdade” porque o mês já começou de novo e precisamos correr atrás das horas pra não perder tempo... E o tempo pra pensar na “Paz Interior”?
Mas bá! Preciso ir que já estou atrasada...
IvySot
NÃO DESISTA NUNCA...

Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?
Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.
Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.
Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.
Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.
Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.
Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz.
Estoura a sua ponte.
Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.
Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.
Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão... eu também não.Realmente não é simples.
Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.
É só não se desesperar.
Seja no mínimo um pouco paciente.
Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:
ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA Você começou a sonhar... sonhar... sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.
Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.
Pergunto, vale a pena insistir?
Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?
Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos! ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.
O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores. Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.
Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.
As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado.
Martha Medeiros
PAZ RENOVADORA ...

Éramos o que líamos, o que comíamos e o que vestíamos, hoje somos o que fazemos, e entenda-se por fazer, fazer coisas grandes, que apareçam e sejam comentadas. É preciso correr riscos, disputar um concurso, publicar uma obra, aparecer na tevê, provocar um escândalo, viver uma aventura, inventar um modismo, descobrir uma fórmula revolucionária para... não importa, desde que seja revolucionária.
A vida nos empurra pra frente de modo tão convicto que chego a sentir suas duas mãos espalmadas nas minhas costas. Ela exige que aprendamos inglês, que façamos exercícios, que experimentemos emoções novas, que nos atualizemos, que nos aprimoremos, tudo para lá adiante ganharmos o troféu dos estressados.
Não há palco que chegue para tanta atuação, mas há abundância de sofás e redes para quantos se dispuserem a parar, sentar e reavaliar: aonde queremos chegar, afinal?
Talvez seja hora de refletir e buscar uma tranqüilidade igualmente motivadora. Devemos aprender a, de vez em quando, dizer "alto lá" para essas mãos invisíveis que nos empurram pelas costas e procurar ser feliz com uma vida estável, com os dias correndo mansamente, previsíveis, serenos.
Quem sabe não é isso que nos falta. Emoções controladas. Expectativas modestas. Panquecas de banana.
Martha Medeiros(Postado no Blog "Entrelaços")
domingo, 12 de julho de 2009
PRETO E BRANCO

Às vezes fica assim, a preto e branco, completamente daltônica e apática, sem o verde do chão que pisa, sem o vermelho do sangue que derrama, sem o azul do teto do mundo que a vê passar a cada dia. Ausência do pulsar dos ponteiros do relógio, anestesiada por coisas que sente não poder mudar. Espreita os outros e sente-se encolher, mirrada na sua insignificância, vergada ao gosto amargo da dor engolida e estrafegada a cada segundo na garganta. O céu que se apaga em agonia dentro de um olhar quase moribundo de esperança. O sol perde a cor, o vento perde a força, a chuva torna-se corpo no corpo já de si encharcado de lágrimas, empregnado de silêncios tristes, de melodias lúgubres. Histórias de risos forçados pela vontade monstra de ser. Telas inacabadas e para sempre abandonadas, pinceladas de um talvez que nunca o foi. E do riso se faz pranto. E do pranto se faz pânico e do pânico... silêncio.
(Desconheço Autor)
CHAFURDAR NA LAMA...

Sinto-me impossibilitada de alcançar a desejada harmonia entre o meu ser e o meu estar no mundo, como se o meu eu e o mundo fossem incompatíveis... Vontade de fugir de mim mesma, abandonar essa vida interior onde detecto fraqueza। Por vezes, nem sei quem sou, engano aos outros e a mim freqüentemente। Uso máscara o tempo todo, para que os outros me suportem। Fico chocada ao constatar o quanto atuo e me perco em meio a tantas personagens. Qual delas serei realmente? A fortaleza, a alienada, a sensível, a mal amada... a cada momento uma delas entra em cena e interpreta o seu papel, até aí, tudo bem, acho que isso ocorre com todos, o problema é quando tenho que olhar para dentro de mim e não me reconheço, e invento mais uma e mais uma. São tantas mulheres distintas... crio e recrio histórias, conflitos, busco desesperadamente por mim em cada uma delas e me perco... Chafurdar na lama... Há uma constatação: isso não me agrada. O que posso fazer para mudar? Aí surge a dor, quando se percebe que há um esgotamento de possibilidades. Não tenho força. Meu corpo não está disposto. É como se eu ficasse torpe, sem reação e vontade. Somente recolhendo o óbvio, o reduzido, o quase nada.Chafurdar na lama... Sinto uma necessidade de mudar, mas fico assim... entorpecida no tédio. Ele me consome e já não tenho muito a compartilhar. Irritabilidade com o medíocre, com tudo que me esvazia...Chafurdar na lama... mas ao contrário do que seria de praxe, tenho a nítida impressão que após fazer isso, me sentiria mais leve e finalmente livre desta dor que corrói minha alma. Às vezes nem é mais dor e sim um estágio letárgico de aceitação das coisas que não posso mudar, mas Schopenhauer dizia que o sofrimento está para quem reflete. Quanto mais inferior o ser humano em suas construções reflexivas, mais próximo da satisfação ele encontra-se. Alienação total. Seria isso a felicidade? Chafurdar na lama... e lá deixar tudo que há de pequeno, mesquinho e medíocre em mim. Deixar que o barro encarregue-se de remover o que não quero mais e por um momento sentir-me desligada, por assim dizer, desconectada do mundo objetivo, do seu contexto social. Chafurdar na lama... com a esperança de que após esse ato tresloucado eu possa reconhecer-me, e enfim, libertar-me da dor.
Naira Rodrigues
AMEI-TE EM SILÊNCIO...

Olhando do meu quarto vi a escuridão da noite.
Comecei a invejar a liberdade do vento
Que se fazia sentir no esvoaçar dos cortinados.
Olhei a escuridão durante algum tempo,
Até que ela começasse a reavivar as minhas lembranças.
Era como se tudo estivesse quieto,
Porque a escuridão estava em perfeito silêncio.
Apenas um olhar vazio através da janela
E uma vontade imensa de renascer através do tempo,
E ver-te.
Saber onde estás.
Com quem.
Como...
Em silêncio sem pensar em nada,
Escutando apenas o ruído sempre constante do vento
Que soprava trazendo o cheiro do teu corpo para dentro de mim,
Eu amei-te naquele instante mágico,
Onde o sofrimento calado e o pranto já não interagiam mais,
Apenas uma única e intensa vontade de ser amada por ti ...
(Desconheço Autor)
APESAR DE...

…Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de…
Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.
Clarice Lispector
sábado, 11 de julho de 2009
AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinicius de Moraes)
TERNURA

Ternura
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
(Vinicius de Moraes)
AMO-TE TANTO
SAUDADE

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
FLORBELA ESPANCA
POESIA

"Não sou a areia
onde se desenha um par de asas ou grades diante de uma janela. Não sou apenas a pedra que rola nas marés do mundo, em cada praia renascendo outra. Sou a orelha encostada na conchada vida, sou construção e desmoronamento, servo e senhor, e sou mistério A quatro mãos escrevemos este roteiro para o palco de meu tempo:o meu destino e eu. Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos a sério."
LYA LUFT
CANÇÃO DA ESTRELA MURMURANTE

"Nós nos amaremos docemente,
Nesta luz, neste encanto, neste medo:
Nós nos amaremos livremente
No dia marcado pelos deuses.
Nós nos amaremos com verdade
Porque estas almas já se conheciam:
nós nos amaremos para sempre
Além da concreta realidade.
Nós nos amaremos lindamente,
nós nos amaremos como poucos... No teu tempo."
LYA LUFT
CANÇÃO PARA UM DESENCONTRO

Deixa-me errar alguma vez,
porque também sou isso: incerta e dura,
e ansiosa de não te perder agora que entrevejo um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num descobrimento
dos teus territórios de carne e sonho, dos teus
desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões
e dessa escadaria de tua alma.
Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca
deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós essa magia.
LYA LUFT


